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Pedro Jr
Comentário ·
há 8 anos
A lição de Henry Ford: empregado não é colaborador, é empregado
Jota Info
·
há 8 anos
Fico um pouco (deveras, na verdade) assustado com o nível de alienação tanto do texto quanto de muitos comentários. Cito, por exemplo, um comentário falando que todos os problemas são os gerentes. Nem vou citar comentários sobre viés Marxista ou de que empresas são do mal.
Concordo que em varios momentos o uso de uma nomenclatura é meramente semântico, e que colaborador apenas é chamado assim por um suposto efeito psicológico.
O problema é cultural, em larga escala e em diferentes esferas. Desde a pessoa que trabalha, que pressupõe abuso da pessoa que contrata, da pessoa que contrata, que pressupõe má vontade de quem trabalha. De Sindicatos, que replicam sentimentos de abuso e de Judiciário, que pressupõe saber de tudo e de toda a realidade (sem sair do alto de seus gabinetes com ar condicionado para conhecer as diversas realidades de condições de trabalho).
Falar que empregado é empregado e só precisa cumprir ordens é rebaixar quem pode fazer a diferença. Não podemos dizer que empregado é investidor? A pessoa investe talvez a maior parte do seu tempo (seu bem mais precioso), esperando uma contrapartida. Está no dia a dia da operação e em muitas vezes (muitas mesmo) tem mais condições de dizer o que afeta sua performance e, por consequência, afeta sua empresa. Será que realmente sabemos ouvir estes conselhos? Será que o olhar parcial de má vontade nao afeta a forma como negamos esta participação ativa na busca de melhorar o negócio?
Será que tentar falar (muitas vezes) sem ser ouvido não desmotiva uma pessoa e acaba criando má vontade? Será que temos um mercado de fato aquecido que propicie facilmente uma transição de empresas de alguém que sente que não há mais espaço no atual emprego - que poderia facilmente fazer sua transição para outra oportunidade - ao invés de ficar em algo que não gosta apenas pq precisa pagar as contas?
E aí alguns alienados falam que divisão de lucros apenas seria válido se houvesse divisão do prejuízo. Será que prejuízo no negócio não se reflete em estagnação em salários de empregados, menores chances de crescimento profissional e pessoal e, em muitos casos, demissões? É absurdo que em 2018 muitas pessoas apenas pensem que lucro ou prejuízo é apenas financeiro.
Sob a ótica do empresário: o risco de prejuízo ou lucro é inerente à atividade empresária. Se não quer riscos, não os corra. Essa falta de percepção gera empresários alienados e descontentes, que descontam a culpa por eventuais problemas em terceiros (ah, o mercado, ah os Sindicatos, ah aos preguiçosos empregados)... será que temos maturidade suficiente para empreender?
Também na ótica do empresário: será que vivemos em um ambiente que facilita e propicia empreender? É extremamente fácil no Brasil montar um negócio. Temos a garantia de que vamos empreender e que deitaremos tranquilos ao final do dia...
Falo com a experiência de quem trabalha como empregado, já rodou por diversas empresas em diferentes setores, e também empreende.
Já vi muita injustiça, de pessoas que faziam a diferença em negócios e não tinham o reconhecimento. Já vi também muita justiça, em pessoas que cresciam por justamente fazer a diferença, ao ponto de virar sócios da empresa que os contratara. Vi empreendedores conscientes e empreendedores arrogantes.
Reduzir o problema cultural e jogar a responsabilidade ao empregado, que deve trabalhar com dedicação para o negócio do patrão prosperar é miopia.
É negar que a realidade é extremamente complexa e passa por diversas interseções pessoais, culturais, econômicas, sociais e por aí vai.
De qualquer forma parabéns pelo texto. Acredito que pode ser uma tentativa de amadurecer justamente o debate e trazer consciência sobre este cenário complexo que é um trabalho.
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Pedro Jr
Comentário ·
há 10 anos
Empregadores desconhecem direito das mulheres à pausa antes de hora extra
Posocco Advogados Associados
·
há 10 anos
Acho rasa e desprovida de fundamento em fatos a consideração do Rodolfo. Não basta contratar um bom escritório e manter-se dentro da lei. Ainda há muito espaço para abusos de fiscais do trabalho ou, ainda, abusos de práticas estimuladas por Sindicatos que em nada contribuem para o bem-estar do trabalhador, tendo caráter nitidamente ideológicos.
Posso ter o melhor escritório e ainda sim ser condenado e ter que arcar com o custo e o tempo de defender meu ponto na JT. Fora os custos de advogados, tempo de equipe para montar uma defesa sólida, etc. Isso não é 'reembolsado' e, de fato, afeta o desempenho do negócio. Logo, empregadores dentro da norma também perdem processos trabalhistas. Sim. É fato e não especulação.
Concordo que crescimento econômico gera empregos, mas é miopia não enxergar que facilidade normativa e flexibilização legislativa também podem ser fatores estimulantes.
A resposta não é simples e tampouco única.
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Pedro Jr
Comentário ·
há 10 anos
A professora que atribuiu à Justiça Divina a morte de uma menina
Bruno Avila Valério
·
há 10 anos
"Conto-lhes". Português básico.
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Bruno Avila Valério
Comentário ·
há 10 anos
A professora que atribuiu à Justiça Divina a morte de uma menina
Bruno Avila Valério
·
há 10 anos
Ao longo de 43 publicações, aprendi que sempre haverá aquele que busca holofotes sem apresentar conteúdo. Atitudes assim são lamentáveis e destroem o debate. Não tenho problema algum com críticas e correções, aliás, gosto muito de recebe-las, visto que muitas vezes escrevo através do telefone e algo sempre acaba saindo errado. De qualquer forma, colegas, enquanto houver quem goste do que escrevo, tudo permanecerá bem. Agradeço por prestigiarem este texto simples.
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